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Beto Richa ‘navega’ entre derrota na justiça e vitória no ‘ninho tucano’

Embora a defesa do deputado federal Beto Richa (PSDB) entenda que a denúncia do Ministério Público é “requentada”, a ação o tornou réu por corrupção. Ele foi acusado pelo Ministério Público de desviar R$ 20 milhões de obras de escolas entre 2011 e 2015, na chamada ‘Operação Quadro Negro’. De acordo com a acusação, Richa, na época governador do estado, comandava e era o principal beneficiário da associação criminosa. Entretanto, a defesa dele não aceita e diz também que se trata de “perseguição política”. 

Para ‘refrescar’ a memória de quem já não lembra mais, Richa teria nomeado Maurício Fanini para o cargo de diretor do Departamento da Secretaria de Estado da Educação (Seed). Era ele quem tinha contato direto com empreiteiros interessados em obras em escolas públicas. Fanini também criou uma “sistemática de obtenção de vantagens indevidas”. Os pedidos tinham como destinatários donos de empresas contratadas pela Seed. A contrapartida vinha com a rapidez do pagamento das faturas e aditivos contratuais falsos.

Um caso citado na denúncia é da Construtora Guilherme Ltda. O contrato para a construção do Centro de Educação Indígena no Paraná, em Manoel Ribas, em fevereiro de 2012, somou quase R$ 6 milhões. Desse montante, 2% do total seria para Beto Richa. A assessoria do deputado, contudo, nega que ele tenha participado de práticas criminosas. Também considerado inocente pelas respectivas defesas, o dono da construtora, Marco Antonio Guilherme e o então engenheiro do estado, Sérgio Takaki, estão denunciados.

Conforme os promotores, por orientação de Beto Richa, Fanini teria solicitado 2% dos valores pagos pela construtora. No entanto, o juiz Leandro Gomes, da 9ª Vara Criminal de Curitiba, não tem a mesma opinião. Na decisão ele diz “que existem provas que justificam a abertura de uma ação penal”.

EM TEMPO

Beto Richa foi reeleito na terça (7), por unanimidade, presidente do diretório estadual do PSDB. Ele assegurou que o Partido vai ter candidato próprio nas eleições de 2024, na capital. Não se descarta a possibilidade que o ‘tucano’ faça o voo de retorno a Curitiba.

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Cristina Esteche

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