Cristina Esteche

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Bloco composto por 5 deputados é disputado por vários partidos

Bloco vai debandar do PSB (Imagem: Reprodução)

Os deputados estaduais Artagão Junior, Alexandre Curi, Luiz Claudio Romanelli, Tiago Amaral e Jonas Guimarães se fecharam em bloco. Isso ocorre desde que quatro dos cinco parlamentares, lá atrás, preteriram o ex-medebista Roberto Requião em prol de Ratinho Junior. E aí sob a ameaça de expulsão do partido os quatro buscaram aconchego em outras paragens. Assim, a decisão, que predomina até hoje, foi o acolhimento de Severino Araújo, presidente do PSB.

Entretanto, o bloco já se despede do partido e segue em  busca de nova sigla. E é claro, a escolha vai recair sobre aquela que oferecer maior possibilidade de reeleição. De acordo com informações colhidas por este blog, são muitas opções. Afinal, o grupo já conversa com o ‘Podemos’ do senador Alvaro Dias e com o PP do deputado federal Ricardo Barros. Também já houve conversa com  o PROS e com o MDB, capitaneado nos bastidores pelo veterano Renato Adur. E correndo por fora está o PSD. Nesse partido os alinhavos seguem com o próprio governador e com o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, tido como o ‘braço de ferro’ do Governo.

Conforme disse uma fonte da Assembleia Legislativa, muito próxima a esses deputados, o MDB não está sendo visto com bons olhos pelo quarteto. Isso porque ‘requianistas’  que participaram da ‘caça às bruxas’ permanecem no partido. Mas é preciso lembrar que MDB  ‘velho de guerra’, como propalava Requião, hoje está na base governista. Aliás, essa é a condição principal que será levada em consideração pelo bloco. Ou seja, a sigla escolhida terá que estar em sintonia com o governador.

No entanto, aí surge uma ‘pedra no sapato’ do bloco. O perfil ideológico de cada um pode amarrar a escolha. Artagão Junior, por exemplo, pelo histórico político, jamais iria para um partido que defenda a reeleição do ex-presidente Lula. Quero crer que Romanelli, pela conduta mais à esquerda que mantém, não aceitaria compartilhar da defesa da reeleição do presidente Bolsonaro.

O que se sabe é que havia conversa bem adiantada para uma revoada ao ‘ninho tucano’. Porém, com a entrada do guarapuavano Cesar Silvestri Filho no PSDB, houve uma recuada e a conversa parou. Bom, ainda restam pouco menos de 60 dias para que as pedras se ajustem. Mas uma coisa é prevista. Onde o bloco for, haverá diferença.

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Cristina Esteche

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