Cristina Esteche

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Carnaval – Entre as diferenças e a diversidade

Carnaval na Sapucaí (Foto – Divulgação Rio Tur)

Lendo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, percebi, mais uma vez, a discrepância no país do Carnaval. Após a chegada apoteótica de Gisele Bündchen na Marquês de Sapucaí, vestindo moletom, boné na cabeça e acompanhada por um segurança, ela aumentou mais um pouquinho a fortuna que acumula. Ganhou um cachê de R$ 2 milhões para dar uma passadinha no camarote da Brahma na noite desse domingo (19). Pois é! Para servir a bela e outras personalidades, quem trabalha no camarote recebe R$ 200 para servir a noite inteira.

Mas esse é apenas um exemplo das diferenças que marcam a maior festa popular do mundo. Por se transformar em festa de marcas, embora continue sendo um rótulo da cultura brasileira, o luxo se faz presente. Há cada vez mais a valorização de famosos e famosas, corpos sarados, esculpidos pela magia da plástica. É claro que se trata de um espetáculo cada vez mais atrativo de se ver. Ainda mais após um jejum de dois anos por causa da pandemia.

Embora seja a proposta de uma festa da rua, da diversidade, onde não se vê a cor, nem o gênero, nem a classe social, o poder financeiro fala mais alto, sim. No alto dos camarotes regados ao que há de melhor, ficam quem pode pagar. Ou aqueles que são pagos para ficar. Separados pela altura, pela diferença social, no chão, fica quem precisa ficar.

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Cristina Esteche

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