Cristina Esteche

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Celso Góes é o “Prefeito da Saúde”? Por que será?

Na gestão de Celso, Paraná acelera investimentos e atinge 100% de cobertura do Samu (Foto: RSN)

Quem acompanha a atuação do prefeito Celso Góes sabe muito bem que Guarapuava avança na área da saúde. Digo isso como profissional. Como alguém que acompanha o cotidiano da cidade, com as mazelas, com os ônus, mas também com as conquistas. Mas nessa quarta (9) ouvi o secretário estadual da saúde, Beto Preto dizer que Celso Góes passa a ser conhecido como o “Prefeito da Saúde”.

Confesso que ao ouvir achei um exagero. Aqueles elogios trocados entre Governo e prefeitos, principalmente, em ano eleitoral como é 2022. Mas horas depois fui buscar a trajetória do bioquímico Celso Góes nos últimos anos. Nessa caminhada, lembro muito bem quando ele, o Celso, disse que o maior desejo era assumir a Secretaria de Saúde. Trata-se da área mais complicada da administração pública. Sim, é um setor que cuida da saúde, ou seja, da vida da população que mais precisa da administração pública. Mas, porém, hoje em dia, quem não precisa?

Bom, como secretário, Celso Góes enfrentou um dos grandes desafios como homem público: a pandemia do novo coronavírus. Foi aprendendo pelo caminho e tomou medidas impactantes. Uma delas foi a criação do Call Center, que se tornou modelo para o país. Numa decisão de emergência, já como prefeito, transformou as unidades de pronto atendimento em UTI’s improvisadas. Precárias, mas que ajudaram salvar vidas quando os hospitais estavam superlotados e a saúde entrava em colapso.

O DESESPERO

Em meio um verdadeiro caos, acompanhei de perto o desespero dele perante a fragilidade mundial no combate ao vírus. Quantas ‘lives’ foram feitas por ele clamando que a população usasse a máscara, o álcool em gel, e respeitasse o distanciamento e respeitasse as aglomerações? Perdi as contas, mas ocorreram diariamente.

E sempre dizendo que o mais importante era a vida população, em meio a um número crescente de mortes, ele também tomou medidas drásticas. Aquelas impopulares que jogam um político contra a opinião pública de setores que se sentem prejudicados. Me refiro à área econômica. Mas foram decisões tomadas na hora certa e Guarapuava viu o número de casos ir se esvaindo aos poucos.

Entretanto, com o avanço nos números de infectados, a partir das férias e festas de fim de ano, nova medida é tomada. Assim Guarapuava conheceu a Sara – um aplicativo de inteligência artificial – que trouxe com ‘ela’ 400 médicos on-line. Mas não são apenas essas ações. Há muito mais no dia-a-dia das Unidades de Saúde e no Administrativo. Passa também pela contratação de médicos e outros profissionais da saúde. Pelo comprometimento de uma equipe incansável que acredita numa gestão humanizada.

MOMENTO HISTÓRICO

Mas agora, o hoje prefeito, protagoniza um momento histórico. Afinal é o fim de uma luta que começou lá em 2011 e que vinha se arrastando puxada por promessas mil. A regionalização da saúde no atendimento de urgência e emergência se consolida com a implantação do Samu Regional. Trata-se de gestões políticas feitas junto ao Governo do Estado e que preenche o único vácuo sanitário existente no Paraná. Afinal, a 5ª Regional de Saúde, que agrega 20 municípios, era a única a não ter a regionalização do Samu.

Dessa forma, o ‘Prefeito da Pandemia’ também é o ‘Prefeito da Saúde’, como denominou Beto Preto. E horas depois eu entendi o porquê.

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Cristina Esteche

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