Cristina Esteche

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Chegamos ao fim para escrever um novo começo

Chegamos ao fim da campanha(Foto: Reprodução/Pixabay)

Chegamos a fim da campanha eleitoral mais conturbada e mais tensa da história do país. Foi um período onde a violência pautou o cotidiano, encharcou as palavras com o ácido do ódio. A intolerância deu o tom, se fez e também continua presente na mente de uma parcela extremista da população brasileira.

Estamos sendo feridos pelo cúmulo de não poder mais usar as cores que gostamos. O ‘vermelho’ do sangue que pulsa se tornou comunista. O verde e amarelo, símbolos de uma nação plural, marcada pela diversidade, se transformou numa ‘área minada’.

Fico aqui pensando como vai ser a Copa do Mundo. Nós, brasileiros, somos desprovidos de patriotismo, sim. Não venham querer dizer que essa observação não é verdadeira. Nos vestimos com as cores da nossa bandeira somente em tempos de Copa do Mundo ou quando estamos no exterior. Com exceção, é claro, deste período dos últimos quatro anos quando ‘politizaram’ as nossas cores, mas somente as usam em mobilizações e movimentos partidários da chamada ‘direita’ extrema.

Fora o desbotamento das cores, vivemos um período de ‘guerra’ entre a verdade e a mentira. As ‘fake news’ continuaram sendo a principal estratégia. E não isento aqui nenhum dos lados. As pesquisas nos deixaram tontos. Surgiram institutos de última hora e resultados para todos os gostos. E o que dizer dos debates? O ‘ping-pong’ de ofensas, de acusações, de resgate de coisas do passado que o eleitor está ‘careca’ de saber tomou o lugar das propostas.

As análises políticas em nível nacional, ‘pipocam’ na mídia nacional e internacional neste sábado (29), após o debate dessa sexta (28) na Rede Globo. Ficou evidente o destempero de um em contraponto com a calma estratégica do outro. E olha que reproduzo aqui o que diz a maioria absoluta de jornalistas e cientistas políticos.

Bem, por tudo isso e por todas as intempéries que assolaram o país neste período que acaba neste domingo (30), posso dizer que há um grande alívio. No entanto, a apreensão ainda paira em função de qual será o resultado as urnas, em quais mãos estará o Brasil a partir de janeiro de 2023.

É preciso saber, no entanto, que cada um de nós é responsável por esse futuro e no qual nos inserimos. Por isso, vamos cumprir o que considero um dos maiores atos de cidadania que é o voto. Que cada um se vista de paz e dê vazão à consciência, à responsabilidade, ao amor ao próximo. Vamos permitir que a violência e o ódio fiquem adormecidos no berço nem um pouco esplêndido do passado. Vamos colocar um ponto final para que possamos escrever um novo começo. É sempre assim, né?

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Cristina Esteche

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