Cristina Esteche

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Com uma das mãos suja, Bolsonaro falou em eleições limpas

Bolsonaro (Foto: Reprodução/redes sociais)

Bom para uns, horrível para outros. Essa é a repercussão da sabatina pela qual passou o presidente Jair Bolsonaro no Jornal Nacional na noite dessa segunda (22). Tentando responder questionamentos incisivos feitos pelos jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos, Bolsonaro já começou atacando Bonner. “Você não está falando a verdade quando diz ‘xingar ministro’. Isso é um ‘fake news’ da sua parte”. A reação ocorreu em virtude de pergunta feita sobre ataques contra o ministro Luis Roberto Barroso (STF). Vale lembrar que em julho de 2021, Bolsonaro chamou o ministro de idiota e imbecil: “Só um idiota para fazer isso aí. É um imbecil. Não pode um homem querer decidir o futuro do Brasil na fraude”. E esse é apenas um deles.

Às perguntas que se seguiram sobre covid-19 e mortes, ‘fake news’ contra a eficácia da vacina, corrupção, urnas eletrônicas, eleições, Bolsonaro só enrolou, ou melhor, vamos falar o português bem claro: mentiu, como costumeiramente faz. E são os números que comprovam. Dados do instituto de pesquisas Quaest mostram que o presidente teve, em média, 65% de menções negativas e 35%  positivas durante a sabatina.

Além disso, quando temas sensíveis eram abordados, e incluo aí o desmatamento da Amazônia, o desemprego, a fome, ele ‘patinou’. A linguagem corporal mostrou isso. Bolsonaro engoliu seco e sequer piscou. Em como machista que é quando era questionado por Renata, falava mais alto, atitude que não teve com Bonner. Ah! E o resultado das eleições será respeitado. Entretanto, desde que as eleições sejam limpas, segundo Bolsonaro. Aliás, o que não estava limpa era uma das mãos do Presidente. Escrita à caneta a ‘colinha’ foi só pra sujar a mão, porque as anotações não chegaram a ser citadas.

Saiu no Blog do Tupan

Cesar Filho (Foto: Arquivo/RSN)

Repercuto aqui o que o jornalista Fernando Tupan escreveu no blog dele: “Depois da puxada de tapete por dois diferentes caciques políticos partidários, o ex-prefeito de Guarapuava Cesar Silvestri Filho (PSDB) vai repensar o futuro político, mas antes vai fazer campanha para que a mãe, Cristina Silvestri (PSDB), volte à Assembleia Legislativa do Paraná, hoje, assombrada pelo surgimento de novas lideranças, entre elas, o vice-prefeito Samuel Ribas.

Cesar Silvestri deve puxar o time do ninho tucano, o Cidadania disse que o aceita novamente, mas ele pensa em outro destino, reagrupar lideranças para que ele volte à Prefeitura de Guarapuava em 2024 ou talvez esperar 2026 para concorrer novamente ao Senado Federal, o sonho de disputar a principal cadeira do Palácio Iguaçu parece distante neste momento, principalmente por não ter mandato e nem controle de uma legenda.

Uma opção viável para Cesar Silvestri seria recomeçar em uma sigla nanica, onde ele tenha controle em todo Paraná, para evitar os problemas das eleições de 2018 e 2022, quando os partidos não deixaram ele sair ao governo do Paraná”.
A propaganda eleitoral vai começar

(Imagem: Agência Brasil)

A partir desta sexta (26) o eleitor vai poder conhecer quem são os candidatos nas eleições de outubro deste ano. É que nesse dia começa o horário da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. O período segue até 29 de setembro. Em eventual segundo turno, o prazo será de 7 a 28 de outubro. De acordo com a ordem da programação quem abre o horário é a  Professora Solange (Federação PSOL/Rede), candidata ao Governo do Paraná. Em seguida, será a vez do PDT, de Ricardo Gomyde. Depois vem a ‘Coligação a Mudança não Para. Pra Frente Paraná’  liderada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PDT). Por último, o Roberto Requião, da Federação PC do B/PT/PV.

Para o Senado, a ordem é a seguinte: PL, PDT, MDB, Coligação por Amor ao Paraná, PROS, União Brasil, Federação PSOL/REDE, Federação PT/PC do B/PV. Já para deputado federal o primeiro é o MDB, de Josiel Lima (Guarapuava); Federação PSOL/REDE; PP; PL; Patriota; União Brasil; Novo; PTB; PODE. Depois vem o Solidariedade, PSC, PDT, PSD, Federação PT (Professora Terezinha)/PC do B/PV, PSB, Federação PSDB/Cidadania (Rosângela Virmond), Republicanos (Janaína Naumann) e PROS.

Já para a Assembleia Legislativa do Paraná surgem: PSB, Federação PSOL/REDE, MDB (Artagão Junior), PP, PTB, PL, União (Samuel Ribas), Federação PSDB (Cristina Silvestri)/CD, Novo Federação PT (Antenor Gomes de Lima)/PC do B/PV, PSD, Patriota, PODE, PROS, PDT, PSC, Republicano, Solidariedade.

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