Cristina Esteche

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Como diz Mario Quintana, “eles passarão, eu passarinho”

 

Matysiak (Foto: Reprodução/Facebook)

Confesso que quanto mais tento entender atitudes de ódio, de tentativas grotescas de ‘calar a boca’ da imprensa – não é assim que se costuma dizer – mais perdida eu fico. Me refiro aos últimos, mas constantes casos de agressões contra jornalistas que ocorre neste Brasil varonil. O país, ou melhor, a Nação que se diz democrática.

Para você ter uma ideia, somente na última semana quatro jornalistas foram agredidos no exercício da profissão. Todos por políticos. No entanto, um dos casos vou tratar aqui, pela proximidade que tenho com o fotojornalista Eduardo Matysiak. Ele está sendo atacado e ameaçado em redes sociais após ter flagrado uma infração de trânsito cometida por motoristas do empresário Luciano Hang.

De acordo com Matysiak, o ônibus “Patriota”, usado por Hang, encontrava-se estacionado em local proibido e foi multado. E o fotojornalista fez o que tinha que ser feito. Ao ver o empresário chegando foi até ele e o entrevistou. A entrevista feita na sexta (8) ganhou as redes sociais e os ataques começaram. São graves ao ponto de inúmeras lideranças e entidades sindicais saírem em defesa do fotojornalista.

Uma delas, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu uma nota de repúdio contra a atitude do empresário. A Abraji entende que o fotojornalista foi exposto e que isso incitando ataques contra ele. Conforme a entidade atitudes das plataformas contra aqueles que promovem assédio judicial contra profissionais e veículos, numa evidente tentativa de cercear o trabalho de informar a sociedade.

O Fotojornalista nasceu no Portal RSN

Olha, conheço o Matysiak de ‘outros carnavais’. Para quem não sabe, ele se tornou o profissional que é, premiado nacional e internacionalmente, pelo desafio dado a ele por mim. Ele queria um emprego no Portal RSN. Isso há mais de 10 anos. Um dia, peguei uma câmera e disse que saísse pela cidade, buscando fotos pitorescas. Nascia ali um fotojornalista.

Estou contando isso pra mostrar que sei quem é o menino humilde, mas com uma determinação ímpar. Um profissional que não conhece limites quando é dado a ele uma missão. O diferencial é que para o fotojornalismo é uma missão diária. Assim como deve ser.

Eu passarinho

E o que é triste. É que outros ‘Matysiaks’ continuarão sendo atacados pela força do ódio que impera no cotidiano do povo brasileiro. E não me refiro aqui a nenhum político específico ou vertente em especial. Mas a todas e variadas formas de violência.

Das mais ‘afiadas’ perseguições, até à  simples ligações telefônicas ou mensagens que deixam de ser atendidas. Ou que só têm retorno quando convém. Mas tudo bem! Sabe o que nos faz seguir em frente apesar de tudo isso? Como diz Mario Quintana: “Todos esses que aí estão atravancando meu caminho. Eles passarão… Eu passarinho”!

Leia outras notícias no Portal RSN.

Cristina Esteche

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