Cristina Esteche

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Dallagnol ainda não assinou notificação da cassação do mandato

Dallagnol procura se vitimizar (Foto: Arquivo/RSN)

Pela terceira vez, nesta segunda (22), a corregedoria da Câmara dos Deputados vai tentar notificar pessoalmente o deputado Deltan Dallagnol (Podemos/PR). O assunto é o processo de cassação de mandato. Caso ele não seja encontrado, a notificação vai ocorrer por edital que vai ser publicado no Diário Oficial da Câmara.

De acordo com informações de Brasília, a intenção de Dallagnol é arrebanhar seguidores e promover um ‘factóide’ político na quarta (24). Conforme o procedimento, Dallagnol precisa ser notificado para então os prazos começarem a correr. A partir da notificação ele terá cinco dias úteis para apresentar defesa.

O deputado federal cassado, no entanto, se esquiva de receber a notificação. Buscando se vitimizar nesse processo, ele repete o discurso de perseguição política. Mas faz uma previsão: sob as ‘asas’  do mesmo mantra ele diz que outros parlamentares que, conforme o entendimento dele, combatem corrupção, também vão ser afetados. “Eu tenho a certeza de que pode se estender para outros parlamentares que combatem a corrupção, como o Sérgio Moro e outros parlamentares que tiveram uma postura de enfrentamento, de crítica incisiva a tribunais superiores, como Nikolas Ferreira (PL). Daqui a pouco eles podem estar sendo cassados”.

Ocorre que o Ministério Público de Minas Gerais apresentou denúncia de racismo contra Nikolas Ferreira. Isso porque um vídeo nas redes sociais em junho de 2022, ele discrimina uma jovem trans que estava em um banheiro feminino de uma escola na capital mineira. O vídeo foi gravado pela irmã do parlamentar. O órgão pediu a perda de mandato e a suspensão de direitos políticos, além de indenização civil à sociedade.

Já em relação a Sergio Moro, o PL, partido de Bolsonaro, diz que o senador praticou caixa dois e abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2022. Nos autos do processo, o PL pede a cassação do mandato do ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, a quem Moro declarou apoio no segundo turno.

Portanto, há pendências judiciais em trâmite que podem levar à cassações que independem de perseguição política. É a questão a ação e reação ou ainda de ‘provar do próprio veneno’.

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Cristina Esteche

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