Cristina Esteche

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Existe assassinato brutal que não seja movido pelo ódio?

Delegada em entrevista coletiva (Foto: Reprodução/Youtube)

A decisão da Polícia Civil em descartar a motivação política como causa do assassinato do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, tende  a aumentar a tensão nas eleições deste ano. Isso já começou a ocorrer nas campanhas do ex-presidente Lula e do atual Bolsonaro. É que a vítima foi morta a tiros dentro de casa na festa do próprio aniversário. O assassino é ‘bolsonarista’ e foi até a festa de Marcelo Arruda para provocá-lo, segundo a visão da Polícia Civil. Também conforme disse a delegada Camila Cecconello, não houve ódio no crime.

Como assim? Todo assassinato, ainda mais por motivo torpe, como a própria polícia entendeu, é motivado por ódio. Não podemos vendar os olhos e fazer de conta que não estamos envoltos numa onda de radicalismo que chega aos extremos. Se você usa roupa vermelha faz parte da esquerda. Se você anda com as cores da bandeira nacional é de direita. E chegamos ao cúmulo de não poder escolher o tema de um aniversário comemorado com a família.

E ainda querem negar que o combustível que move a escalada de violência política no país não é o ódio. Acho que o crime brutal que tem como autor um agente penal, ou seja, um policial que deveria ser visto como ferramenta da segurança da população, mostra como a intolerância contaminou um debate que deveria tem como bússola o bom senso, motivado pela razão.

Larga mão

A aproximação das convenções partidárias acirram os bastidores. Em Guarapuava, na ânsia de criticar a saúde pública tem alguém ‘metendo os pés pelas mãos’. Embora seja de um partido da base governista, dissemina críticas ao Hospital Regional. Ocorre que o HR é de responsabilidade do Estado. Ou seja, o governador Ratinho Junior pode estar de mãos dadas com o inimigo.

Tiro no pé

(Imagem: Reprodução/Twitter)

O jornalista Fernando Tupan escreveu no blog dele que Requião tentou disseminar uma informação fake nas redes sociais. O pré-candidato ao Governo escreveu que recebeu denúncia da existência de funcionários fantasmas no atual Governo. Disse também que se de fato existir mandará a denúncia ao Ministério Público.

Entretanto, uma internauta rebateu em seguida, comentando na mesma rede social requianista: “uma das fantasmas citadas na ação é Elza Chrispim Calixto que era empregada da família do senador”. Mas ele era governador quando isso aconteceu, e Elza Chripim Calixto tinha um cargo comissionado no gabinete de um deputado estadual aliado, mas trabalhava na casa de Roberto Requião.

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Cristina Esteche

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