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Jair Bolsonaro disse à Polícia Federal que não sabia de nada

Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Pozzebom/Agência Brasil)

Foram três horas de depoimento na Polícia Federal, mas sem nenhuma novidade. Como era previsto, o ex-presidente Jair Bolsonaro negou que tenha fraudado o cartão de vacinação contra a covid-19. Conforme a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o ‘capitão’ respondeu mais de 60 perguntas durante as quatro horas em que durou a oitiva dele na tarde dessa terça (16). Além de perguntas que se referem à fraude, ele também foi questionado sobre os atos de 8 de janeiro. Também como já se previa, ele negou tudo nos dois casos. Dessa forma, tudo deve cair no colo do ex-assessor dele Mauro Cid. Presume-se que a defesa de Bolsonaro atribua a fraude ao ex-assessor que já encontra-se preso.

O ex-presidente já foi alvo de buscas e apreensão na casa onde está morando – e que aliás, ele não gosta do ambiente. Também já teve o celular apreendido pela Polícia Federal. Além disso seis pessoas foram presas sob a suspeita de envolvimento nas fraudes dos cartões de vacinação. A imunização era necessária para o embarque da ex-família presidencial aos Estados Unidos, para evitar a transmissão da faixa ao presidente eleito, Luis Inácio Lula da Silva. Um relatório produzido pela PF, todavia, mostra que a comitiva presidencial emitiu o último certificado de vacinação de Bolsonaro cerca de duas horas antes dele deixar o Brasil, em dezembro de 2022.

Após a PF chegar na residência dele, o ‘capitão’ reclamou. “Não há dúvida que eu chamo de ‘operação para te esculachar’. Podiam perguntar sobre vacina, cartão, eu responderia sem problema nenhum. Agora uma pressão enorme, 24 horas por dia, o dia todo, desde antes de assumir a Presidência até agora. Não sei quando isso vai acabar”. Ele, no entanto, chegou a dizer que percebeu  “constrangimento” em alguns policiais federais que trabalharam na operação. “Abri a porta, convidei para entrar e fui tratado muito bem. Em nenhum momento houve exagero, voz mais alta, falta de educação, muito pelo contrário. Acredito até que eu senti constrangimento em alguns policiais federais. Foram corteses comigo”.

Apesar da negativas de Bolsonaro, a Polícia Federal não acreditou muito na história contada pelo ex-presidente. Segundo a PF, Jair Bolsonaro, Mauro Cid e, possivelmente, Marcelo Câmara “tinham plena ciência da inserção fraudulenta dos dados de vacinação, se quedando inertes em relação a tais fatos até o presente momento”. O ministro do STF Alexandre de Moraes avaliza essa afirmação.

Além de Bolsonaro, a esposa dele Michelle também vai depor à PF. Mas é sobre, em tese, de instruções para pagamento em dinheiro vivo para as despesas dela. O depoimento, porém, ainda não tem data marcada, conforme informações divulgadas pela colunista Andréia Sadi, da Globonews.

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