Cristina Esteche

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Mais de 20 mil votos podem sair de Guarapuava para candidatos de fora

Guarapuava (Foto: Secom/Prefeitura)

Pode estar se tornando um jargão de campanha política, mas vou continuar defendo uma bandeira pela qual luto há muitos anos. Guarapuava precisa ter força política junto aos governos estadual e federal. Mas para isso, primeiro é necessário haver o fortalecimento das entidades que representam setores da sociedade civil organizada. Me refiro à falta de protagonismo, de lideranças fortes politicamente falando, ou melhor, escrevendo.

Lembro que há anos a Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (ACIG) com a Igreja, sindicatos, universidade e outras entidades e instituições lideraram uma campanha pelo voto útil. No entanto, como não houve continuidade, deixou de criar uma cultura no eleitor para que vote em candidatos de Guarapuava.

Pois é! Pela ACIG já passaram os candidatos Deltan Dallagnol (federal) e Sergio Moro (Senado). Mas, no entanto, até agora não soube de nenhuma iniciativa para que candidatos por Guarapuava fossem convidados a expor propostas à classe empresarial.

E o que vemos hoje? Uma ‘farra’ de candidatos de outras regiões ‘garimpando’ votos no município. E com lideranças políticas de peso como cabos eleitorais. Mas é a democracia e todos têm o direito constitucional de ir e vir. E nesse caso, de pedir.

No entanto, para se ter uma ideia, conforme cálculos estimados com base em promessas feitas por políticos da cidade, no mínimo 20 mil votos devem sair de Guarapuava. E para onde? Para fortalecer deputados de outras regiões. Para desenvolver outros municípios, enquanto Guarapuava vai ficar catando ‘migalhas’.

MOBILIZADOS

Todavia, enquanto isso, entidades de outras regiões já aprenderam essa lição. São associações, sindicatos e outros movimentos que se dão as mãos numa soma de forças. E sabem para que? Para alertar o eleitor que um município, uma região, necessitam de representantes na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa.

Mas precisamos de pessoas que se elejam e que cumpram o mandato para o qual foram eleitos. De nada adianta ser eleito e deixar o cargo pra assumir uma secretaria de Estado, por exemplo. Vale lembrar que isso já ocorreu em anos anteriores.

Mas ainda há tempo para correção. O processo eleitoral está em curso. Está na hora do eleitorado escolher a quem dar o voto. Está na hora também de ser bairrista, de fazer por amor à nossa cidade. Sabemos que vivemos numa democracia. Mas chega num momento em que o bairrismo deve prevalecer. E essa hora é agora. Vamos escolher candidatos locais para que possamos nos fortalecer  enquanto município e região.

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Cristina Esteche

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