Cristina Esteche

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Mulheres ‘quebram’ universo masculino na Itaipu

Engenheira eletricista Eduarda Dahlem coordenada equipe com 12 homens (Foto: Arquivo pessoal)

Hoje eu quero escrever sobre a atuação das mulheres num universo até então dominado por homens. E lendo notícias da Itaipu Binacional me deparei com esse tema e a quebra de paradigma que vem ocorrendo na binacional.

Com maior número de profissionais da empresa, a Diretoria Técnica, somando os lados paraguaio e brasileiro da hidrelétrica, tem um efetivo de 908 trabalhadores (as), 436 deles são brasileiros e outros 472 são paraguaios. Desse total, apenas 70 são mulheres. Ou seja, 7,7% do total do quadro funcional, com 27 trabalhadoras brasileiras e outras 43 paraguaias. Uma brasileira e duas paraguaias ocupam cargos de gerência formal.

A engenheira eletricista Eduarda Abatti Dahlem, é um exemplo disso. Ela nasceu e viveu praticamente a maior parte da vida em Santa Terezinha de Itaipu, cidade vizinha a Foz do Iguaçu. Primeira mulher a se formar em Engenharia Elétrica no campus de Medianeira da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ela acumula na carreira outro pioneirismo: é também a única mulher de Itaipu na Divisão de Manutenção de Equipamentos de Transmissão da Superintendência de Manutenção (SMMT), no setor MET1 (Transformadores). Com quase dois anos na casa, ela coordena uma equipe formada por 12 técnicos.

Nesta quinta (26) a Segurança Empresarial de Itaipu conta, pela primeira vez, com uma mulher numa função de comando. A empregada Regiane Maria Biassu Ramos, da Divisão de Segurança da Central, assumiu o cargo de assistente de Segurança, mais uma conquista das mulheres que trabalham na usina binacional.

INEXPRESSIVO

O trabalho feminino, de acordo com a assessoria, até pouco tempo, existia apenas nos escritórios. Isso porque a demanda por empregos por parte das mulheres, era inexpressiva. Isso decorre do longo período de construção da usina, no período entre 1975 e 1984. É que a empresa responsável pela obra tinha um banco de dados 100 mil trabalhadores cadastrados, ao final de 10 anos. A quase totalidade, homens. Assim sendo, a Itaipu se converteu em um território masculino, um imenso canteiro de obras onde poucas mulheres pisaram. E quando o fizeram era a passeio, sempre acompanhadas.

Mas na atual gestão a participação das mulheres no ambiente corporativo passou a ter um papel de maior relevância. Inclui- se aí outras questões priorizadas por diretrizes governamentais. Uma delas é a luta pela igualdade salarial entre homens e mulheres, pelo fim do racismo e pela preservação ambiental. Como exemplo disso, a Itaipu anunciou, no dia 25 de julho, a criação do Comitê de Gênero, Raça e Inclusão da margem brasileira.

Está aí mais um ponto positivo na luta pela igualdade de gênero.

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Cristina Esteche

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