Cristina Esteche

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Nesta semana teve B.O e muito mais

Câmara Municipal de Vereadores em Guarapuava (Foto: Cristina Sens)

A Câmara Municipal de Guarapuava volta a chamar a atenção da sociedade nesta semana. Primeiro, pela atitude da maioria dos vereadores com a criação do ‘blocão’ independente. Aliás, não tão independente assim, uma vez que todos continuam compondo a bancada situacionista.

Mas pela proposta da nova bancada, são 11 dos 21 vereadores que passarão a votar em bloco, sem antes analisar os projetos enviados pelo Executivo. Sei lá. Confesso que não entendi muito bem. Afinal, é ou não é.

Depois, o outro motivo que chama a atenção, é a denúncia feita por uma comissionada da Fundação Proteger contra o vereador Sidão Oreiko. Trata-se da famosa concussão, ou seja, utilizar  cargo de alguma forma para exigir, para si ou para outro, algum tipo de vantagem indevida. Esse crime se parece muito com o crime de corrupção passiva. Na linguagem popular se trata também como ‘racha’, prática comum em legislativos municipais pelo país afora.

Bem, como dizia ‘Jack, o estripador’ vamos por partes. Não pensem que foi à toa, o surgimento do ‘blocão’. O ‘pano de fundo’ é a eleição à presidência da Mesa Executiva. Conforme as informações repassadas ao blog, dois candidatos pleiteiam a cadeira onde João Napoleão (Podemos) senta há cerca de seis anos. Estão no páreo os vereadores Pedro Moraes (Republicanos) e Marcio Carneiro (Cidadania).

Entre quatro

Entretanto, a razão da iniciativa passa por articulações envolvendo apenas quatro vereadores. Conforme afirmou Pedro Moraes na sessão de terça (12), uma reunião entre o quarteto escolhido e um dos secretários municipais propôs que se fechassem num grupo. Os membros, em tese, seriam beneficiados com possíveis obras públicas, em detrimento dos demais.

De acordo com informações, o veterano Elcio Melhem (Podemos), que assumiu há cerca de 10 dias, estaria no topo das negociações. Melhem estava como suplente. No entanto, assumiu a vaga aberta por Danilo Dominico (Podemos). Ele se tornou Ouvidor Municipal. Toda ‘arquitetura’ política, entretanto, seria o pivô da ‘revolta’ de vereadores. Aliada à reclamação de desrespeito por parte de secretários municipais em relação ao Legislativo.

Concussão, ‘racha’, tirar proveito

Já o segundo motivo traz à tona o ‘racha’ de salário entre vereador e assessor. No caso, se trata de uma pessoa indicada pelo democrata Sidão Oreiko e que assumiu cargo comissionado na Fundação Proteger. A ‘parceria’ entre ambos ‘deu ruim’ e acabou virando caso de polícia. A mulher denunciou o vereador registrando queixa na Delegacia de Polícia Civil.

Isso porque, segundo ela, Sidão exigia parte do salário dela em cestas básicas, chocolates e doces. Além de depósitos mensais favoráveis a um irmão dele. Todavia, parece que a mulher se cansou e parou de ceder às exigências do vereador. Isso gerou, segundo ela, ameaças até de morte. Sidão, conforme a ex-parceira, exige que ela peça exoneração do cargo. É que ele diz que o cargo pertence a ele e que o ‘daria’ à esposa.

Para se entender melhor, é praxe, políticos tão logo sejam eleitos, pedirem cargos na administração pública. É nessas vagas que acomodam pessoas que trabalharam na campanha eleitoral. Assim sendo, os ‘indicados’ acabam sendo submissos a quem os indicou, na maioria das vezes. E numa ‘sociedade’ quando alguém fica descontente, o racha, é certo.

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Cristina Esteche

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