Cristina Esteche

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O ‘telefone sem fio’ nunca foi tão atual como agora

De ouvido em ouvido (Foto: Freepik)

Quem aqui se lembra daquela brincadeira do ‘telefone sem fio’? Para quem não conhece e quiser fazer essa dinâmica, basta pegar umas quatro pessoas. Se bem que quanto mais, melhor. A primeira da ponta repassa uma informação qualquer falando no ouvido da segunda e assim consecutivamente. Ao final, quando a última contar o que ouviu, a informação está totalmente distorcida e não tem nada ver com a frase original.

É que a cada repasse, o receptor inclui uma palavra nova, dá uma interpretação diferente conforme o alcance do repertório que possui. E assim vai passando de pessoa para pessoa. Alguma semelhança com realidade que convivemos, principalmente, pelas redes sociais? Claro que sim. Tomo como exemplo o último acontecimento em Guarapuava na noite desse domingo (17). Em meio ao tiroteio da quadrilha que veio para assaltar uma transportadora de valores, houve uma ‘saraivada’ de desinformações, de ‘fake news’.

Alguém se deu ao trabalho de gravar áudio fazendo se passar por um assessor do prefeito Celso Góes para anunciar que a casa dele tinha sido tomada pelos assaltantes. E ele estava feito refém. Números de pessoas mortas e feridas, invasões na PIG e na cadeia para arrebatar líderes do PCC, entre outras, tomaram contas de grupos de WhatsApp e redes sociais. Tudo notícias falsas.

DESAFIADOR

Por aí pode se ver como é desafiador identificar o que é verdade e o que é mentira. Portanto, é preciso muita cautela para divulgar qualquer informação. É preciso ter discernimento e responsabilidade por parte do autor da notícia para que o leitor se informe com segurança e visão crítica.

Para isso é preciso saber que a ‘fake news’ anda de mãos dadas com a desinformação. Ah! Agora temos também a infodemia, um termo que surgiu na pandemia da covid-19. A ‘fake news’, por exemplo, são informações fabricadas, sem cunho de verdade. O agravante é que são ‘fabricadas’ com a intenção de manipular, confundir e influenciar decisões e pessoas. Já a desinformação possui uma linha tênue com a ‘fake news’. No entanto, trata-se de qualquer tipo de conteúdo que contribua para o aumento de informação falsificada. Ou seja,  para confundir ou manipular pessoas por meio de transmissão de informações desonestas. Há casos, todavia, em que as informações falsas, enganosa, equivocadas ou incorreta, não têm a intenção de prejudicar.

AGORA, A INFODEMIA

Por fim, a infodemia se refere a um grande aumento no volume de informações associadas a um assunto específico. Conforme a Organização Pan-Americana da Saúde, podem se multiplicar exponencialmente em pouco tempo devido a um evento específico, como a pandemia atual. “Nessa situação, surgem rumores e desinformação, além da manipulação de informações com intenção duvidosaNa era da informação, esse fenômeno é amplificado pelas redes sociais e se alastra mais rapidamente, como um vírus”.

Bem, o que se pode dizer a esse respeito, é que, mais do que nunca, é preciso ter a responsabilidade de checar as informações recebidas. Divulgar o que não é verdadeiro só contribui para prejudicar pessoas ou quem quer que seja. Enfim, brincar de ‘telefone sem fio’ é uma boa dica para que se perceber como se distorce uma notícia.

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Cristina Esteche

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