Cristina Esteche

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Precisamos também olhar para o próprio umbigo

(Imagem: Pixabay)

O mundo continua mergulhado numa pandemia que parece não ter fim. E não me refiro apenas à covid-19. Temos o desabamento em Petrópolis com mais de 200 mortes. E ainda, nesta quarta (2) há cinco corpos desaparecidos. Lá a mais de 10 mil quilômetros de distância temos a guerra entre Rússia e Ucrânia. E embora continuem dizendo que essa guerra não nos pertence, logo, logo, as consequências nos atingirão.

Então será possível ver que o mundo se tornou uma aldeia. Não existe mais, portanto, limitações de fronteiras. A escala da reação é global, independente de onde comece. O novo coronavírus é apenas um exemplo. Talvez o maior deles. Mas, no entanto, enquanto tudo isso mexe com o mundo, não podemos ficar alheios ao momento. Por aqui, na ‘terra brasilis’ estamos em pleno ano eleitoral.

As negociações entre os partidos correm a todo o vapor. No Paraná, enquanto o governador Ratinho Junior segue tranquilo e curte férias nos Estados Unidos, Roberto Requião faz articulações. Até o momento ele se apresenta como o principal adversário do governador, que é candidato à reeleição.

Requião e Elton (Foto: Eduardo Matysiak)

Requião, no entanto, ‘dança’ à procura de um partido. Ele já disse para esta jornalista que são muitos os pretendentes. Mas na manhã desta quarta (2), a ‘ressaca’ do carnaval foi ‘curada’  com uma conversa com o PC do B. Pela manhã, numa conversa regada à pão com mortadela, o presidente estadual do partido, Elton Barz, convidou o ex-senador a engrossar as fileiras do Partido Comunista do Brasil. E ainda estendeu o convite ao deputado Requião Filho. Lá também esteve o líder do PDT, Nelton Friederich.

Requião e Nelton Friederich (Foto: Edaurdo Matysiak)

VOANDO PELO PARANÁ

Já o ex-prefeito de Guarapuava Cesar Silvestri Filho cria asas e viaja pelo Paraná afora. Um dia está aqui, em outro ali, e por aí vai. Agora no ‘ninho tucano’ ele se coloca como outra alternativa. Por ora, temos esse cenário. Mas ainda corre por fora o senador Flávio Arns, do Podemos, que pode entrar no páreo. Mas tudo vai depender do senador Álvaro Dias, do governador Ratinho Junior.

E o que dizer do cenário federal, como Bolsonaro, Lula, Doria, Ciro Gomes, Moro? Bem, a ‘janela partidária’ começa nesta quinta (3). Até 1º de abril – dia sugestivo – candidatos poderão trocar de partido. E ainda temos as federações que vão reunir as siglas com ideologias afins, transformando-as numa só pelos próximos quatro anos. Simples assim? De jeito nenhum. Afinal, há muitos dificultadores. Um deles é que a federação tem caráter nacional e vincula as legendas que a integram. Ou seja, proíbe o lançamento ou apoio a candidatos majoritários fora desse arranjo, durante os quatro anos que estarão juntos.

Por isso, é importante a preocupação com a guerra, a vacinação contra a covid-19 e tantas outras mazelas que assolam o mundo? Claro que é. Mas também precisamos continuar focados no que está perto de nós. Isso porque o que ficar decidido em outubro, a partir das negociações de agora, terá efeito sobre as nossas vidas.

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Cristina Esteche

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