Cristina Esteche

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Quem é ele, esse tal de NPC?

Imagem: Pixabay

Gente do céu e da terra. Estou boquiaberta de tanta indignação depois de ver a nova trend do Tik-Tok. No mínimo bizarras, essas transmissões são feita por personagens de cosplay, de videogame ou outra fantasia qualquer. Eles fazem movimentos robóticos, repetem frases, imitam animais. São coisas desconexas, sem sentido. E não passam disso. No entanto, a nova moda pegou. Do outro lado da tela, pessoas surtadas ‘pagam’ por essas ‘lives’ que duram horas.

Considerado um novo fenômeno, esse movimento está movimentando milhares de dólares diariamente, conforme o New York Times. Já se computam ganhos de até R$ 30 mil numa ‘live’. A monetização ocorre da seguinte forma: quem está assistindo compra presentes que são ali disponibilizados e pagam com cartão de crédito. O produto escolhido varia de valor e é enviado ao’ tik toker’. Se ele, ou ela, recebe uma espiga de milho, por exemplo, simula que está comendo. Em segue continua com o gesto escolhido. E assim vai.

Chamada Live de NPC, ou Non Playable Character, que traduzindo para o português significa ‘personagem não jogável’, ou seja, que não são controladas pelo jogador, as performances são infantilizadas e, às vezes, remetem a fetiches. Totalmente sem sentido, mas existe um público enorme que paga para ficar ali, paralisado, ouvindo e vendo tanta idiotice.

Confesso que fiquei assustada. Será que as pessoas – e quero crer aqui que a maioria desse público seja de adolescentes -, encontram-se tão sem noção do mundo real? Serão essas pessoas o futuro do Planeta? Que geração é essa? Tenho netos adolescentes e bebês, assim como muitas outras pessoas e temo por eles. Que futuro está sendo reservado a eles? Já convivemos com a violência, com a inversão de valores, com transtornos mentais e tantas outras coisas temerosas. E agora? Que devemos fazer? Que rumo vamos tomar? E pior de tudo isso é que há ‘mea culpa’. A correria em busca de dinheiro, da sobrevivência, das exigências da sociedade de consumo e tantas outras coisas, faz com que a gente esqueça do principal: a família. Hoje as crianças praticamente nascem com a ‘babá’ nas mãos e à medida que crescem ficam à mercê de conteúdos nocivos, sob os olhos vendados de quem deveria cuidar.

EM TEMPO

Creio que, infelizmente, não é exagero pensar e temer que essa nova ‘febre’ esteja contribuindo também para a formação de um exército de ‘não pensantes’.

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Cristina Esteche

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