Cristina Esteche

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Se for o escolhido, Carrasco pode definir destino político de Moro

Luciano Carrasco (Foto: Reprodução/Youtube)

O Pleno do Tribunal de Justiça do Paraná, define nesta segunda (29) o desembargador e quatro juízes que vão compor o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A expectativa é grande, porque é esse novo quadro que vai conduzir as eleições municipais de 2024. E tem mais um peso-pesado, o escolhido como desembargador será o relator do caso que envolve a possível cassação do senador Sergio Moro (União Brasil). Conforme fontes da capital, por enquanto, o único disposto a encarar esse desafio é Luciano Carrasco Falavinha Souza. Afinal, é o único inscrito para o cargo.

Vale lembrar que o Caso Moro tem como pivô uma ação proposta pelo PL, partido de Bolsonaro. O ex-presidente passou de parceiro a desafeto político de Moro, mas depois os dois voltaram às boas. No entanto, o partido ‘bolsonarista’ acusa o ex-juiz por abuso do poder econômico na eleição de 2022. Isso foi na pré-campanha à presidência da República, quando Moro estava no Podemos, mesmo partido de Deltan.

Eis a questão: desde a recente cassação do ex-procurador Deltan Dallagnol, eleito como deputado federal, Moro já vislumbra qual vai ser o futuro que o aguarda. Ele não esconde que será o novo alvo da Justiça Eleitoral. O argumento do ex-juiz seria uma ‘caça às bruxas’ por causa da Operação Lava Jato, coordenada pelos dois. Só para constar, Moro era juiz e Deltan, coordenador da força-tarefa da Procuradoria.

Entretanto já existe jurisprudência. A ex-juíza Selma Arruda, chamada de “Moro de saias”, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teve o mandato cassado em 2019 por abuso de poder econômico. De acordo com o TSE, a ex-senadora declarou gastos de campanha, como contratação de empresas de pesquisa e marketing, como se fossem pré-eleitorais.

Pelo fato de os gastos pré-eleitorais não terem teto, candidatos por vezes tentam mascarar gastos de campanha no período anterior às eleições. O Caso Moro se assemelha. O ex-juiz e hoje senador responde pela mesma acusação no TSE, já que o PL o acusa de ter furado o teto com os gastos de pré-campanha. E agora a relatoria do caso passa para as mãos do desembargador que deve ser eleito hoje (29).

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Cristina Esteche

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