Cristina Esteche

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Sem confete e serpentina, o bloco do poder legislativo está de volta

 

Câmara de Vereadores: maioria se rebela (Foto: Arquivo/RSN)

A criação do G11 na Câmara de Vereadores em Guarapuava nos remete a uma prática antiga. Já não lembro em que ano foi, mas a iniciativa envolveu quatro vereadores. Os ex-vereadores Joel Iatskiu, Nei Gonçalves, Osdival Gomes da Costa (falecido) e o atual presidente da Câmara João Napoleão, criaram o G4. Acho que foi à época do ex-prefeito Vitor Hugo Burko, se não me falha a memória. O propósito já era o mesmo que se repetiu anos depois na gestão do ex-presidente Ademir Strechar, com o G-8. Se repete agora com  o G11. Ou seja: que a Câmara seja respeitada pelo Executivo. Bom, a que esse respeito se refere, já foge da minha alçada dizer qual é.

Lembro bem que o G8 que nasceu como bloco independente numa das últimas gestões do ex-prefeito Fernando Ribas Carli. À época, um fato inédito, e tinha como líder o médico Antenor Gomes de Lima (PT). O nome dava credibilidade ao bloco. A postura dos vereadores gerou um ‘inferno astral’ ao prefeito. Tudo era analisado, estudado, e só se aprovava o que fosse de ‘interesse da população’, como deve ser. O prefeito resistiu até onde pode. Até que não deu mais. Numa bela tarde, uma conversa entre o Strechar e Carli ‘quebrava o gelo’. Dias depois, tudo voltava ao ‘normal’. Às custas da ‘cabeça’ de alguém, é claro.

Bom, o tempo passou e nos deparamos com situação semelhante no ‘modus operandi’. Mas uma coisa é certa: que há dificuldade no contato com parte dos secretários. Ah! Isso há. Mas é preciso entender que ‘secretariar’ um município não é uma tarefa fácil. São muitos projetos, muitas reuniões, muitos pedidos, muitas viagens a Curitiba, como observou o vereador Vardinho. E mesmo que todos tenham ‘expertise’ em alta para comandar as secretarias em que atuam, como é o caso da totalidade na atual gestão, o G11 veio para legitimar a independência entre os Poderes, conforme disse o vereador Pedro Moraes.

Entretanto, vale lembrar que a independência pregada, é constitucional e nunca deveria ser desrespeitada. E muito menos tem prazo para acabar.

Há controvérsias

Alguma ‘fumaça’ saindo do Paço Municipal e indo até a Câmara sobre a eleição à presidência?

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Cristina Esteche

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