Cristina Esteche

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Violência contra jornalistas no Paraná entra na pauta da Assembleia

Assembleia: Deputados Ademar Traiano em conversa com Chiorato e Luciana sobre o tema (Foto: Alep)

Aplaudo aqui a iniciativa da Assembleia Legislativa do Paraná. Nesta semana, os deputados aprovaram, por unanimidade, o projeto de lei que institui a Semana de Conscientização sobre a Importância da Liberdade de Imprensa para a Democracia. A data é sugestiva. Será na primeira semana de abril, em alusão ao Dia do Jornalista (7). Sob a iniciativa da deputada Luciana Rafagnin (PT), o PL justifica que nos últimos anos o Paraná tem se mantido “entre as cinco primeiras posições no ranking de violência contra os jornalistas e profissionais da área de comunicação. E essa prática está cada vez mais associada à polarização de uma política que tenta legitimar a violência”.

Pode não parecer, mas nós jornalistas, somos vítimas de violência diariamente. E essa condição está retratada no ranking nacional de agressões contra a categoria. O Sindicato dos Jornalistas mostra que há cinco anos profissionais que atuam no Paraná ocupam as primeiras posições desse triste ranking. E essa violência inclui ameaças, agressões físicas e verbais, ataques virtuais, impedimento ao exercício profissional, assédio moral e sexual e atentados.

Ainda conforme o Sindijor, as ‘fake news’ e a desinformação também são formas de atacar o trabalho jornalístico e macular a profissão, prejudicando a sociedade, a liberdade de imprensa e pondo em risco a democracia. Outra entidade que corrobora com o tema é a Associação Brasileiras de Jornalismo Investigativo. A Abraji também publicou no começo deste ano um relatório sobre a violência de gênero contra jornalistas. O conteúdo tematiza, entre outros pontos, o quanto as redes sociais e plataformas midiáticas impulsionam as agressões. De acordo com a Associação, 68% das ocorrências de ataques começam por meio digital.

Já outro texto, desta vez trazido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e de diferentes fontes que trabalham com esses indicadores, registra que entre 2017 e 2021 houve mais de 60 episódios de agressões contra trabalhadores da imprensa paranaense, por meios e motivações variados. A ONG Repórter Sem Fronteiras, diz que a liberdade de imprensa se encontra em uma “situação difícil”, precária e deficiente no país. Estamos na segunda pior classificação possível, de acordo com a ONG.

Como se vê, nada mais pontual e urgente, o projeto aprovado pela Alep. Afinal, a semana propõe campanhas de informação e conscientização da população sobre a importância da liberdade de imprensa. Se trata de transparência e publicidade das informações políticas e sociais. Falo sobre o debate de um tema tão urgente com seminários, palestras e rodas de conversas com o objetivo de garantir a proteção do direito ao trabalho com dignidade.

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Cristina Esteche

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