AgroComunidadeCulturaEconomiaEditaisEducaçãoEsporte/LazerGeralObituárioPolíticaSaúdeSegurança/Justiça
 
 
Cristina Esteche - Compromisso com o leitor
  • 29/08/2016 - 16:58:00

    Em tempo de campanha, bom mesmo é falar de futebol!


    Estamos em plena campanha. Os candidatos estão aí, nas redes sociais, nos programas de rádio, de televisão, nas casas, nas festas. Onde há povo, lá estão eles.

    Mas neste momento, em tempo de campanha eleitoral, o bom mesmo é falar de futebol.

    Que essa modalidade esportiva é ópio do povo todo mundo já sabe. Até virou clichê. Talvez essa expressão tenha surgido pelo efeito extasiante que a modalidade provoca, pelo poder que possui de desviar a atenção de determinado assunto. E é bom experimentar essa sensação.

    Estar no meio da torcida e se deixar levar é a melhor terapia. Tenho experimentado essa sensação nas últimas semanas nos jogos do Clube Atlético Deportivo.

    Lá, de forma anônima – e também não estou nem aí, se for o contrário - grito, xingo o juiz, vibro a cada gol, fico indignada quando o Lorenzo chora levado pela intensidade da emoção e me realizo quando ele vibra com a bola entrando na rede adversária. Todos que estão no Joaquinzão entram na mesma sintonia e impulsionam os jogadores locais. Sem sombra de dúvida, a torcida é um atleta a mais dentro da quadra. É um elemento que faz bem a ambos: à ela própria e ao time. É uma forma de extravasar, de colocar os “bichos” pra fora, de mandar “pra aquele lugar” tudo o que incomoda, nem que seja somente naquele instante. É uma maneira de motivar os atletas em quadra a dar a resposta que o torcedor espera, marcando gols. É uma forma também de contribuir financeiramente para que a equipe se mantenha em campeonatos, possa contratar reforços, vencer. Afinal, é bom se sentir vitorioso, nem o que o protagonista da história não seja diretamente você.

    E como disse um senhor sentado ao meu lado durante a partida do CAD contra o Sorocoba na sexta feira (26): "Eu grito, eu xingo, faço de conta que estou xingando o meu patrão ou esses candidatos que estão aí pra enganar a gente, vestindo a fantasia de cordeirinho em tempo de eleição. Prefiro mesmo é o meu futebol, porque se os jogadores não marcam gol, pelo menos saio com raiva porque são pagos só pra fazer isso, mas não enganam a gente, não pensam que somos bobos. Viu moça, pode escrever lá na RedeSul que em vez dessa palhaçada de campanha eleitoral, gosto mesmo é do meu futebol". 

     





  • 23/08/2016 - 17:59:00

    Mandato não é ofício!

    Basta alguém fazer uma postagem nas redes sociais sobre algum candidato que lá vêm as críticas. Me refiro aos comentários postados por pessoas que dão a cara e não aqueles que se escondem atrás dos chamados fakes. Esses não merecem o mínimo respeito, que dirá tempo, que para mim é tão precioso.

    Mas não quero mais ler postagens de desagravos a candidatos nas eleições deste ano. Não quero mais saber da indignação de eleitores em redes sociais sem que haja uma postura de consciência política. Quero noticiar, essa revolta, esse desprezo, essa fúria – é pra ser redundante, sim – traduzidos no voto no dia das eleições municipais.

    De nada adianta criticar o político profissional, aquele que se apossa do cargo como se fosse dono de sua cadeira, principalmente, no Legislativo - e temos vereadores que estão grudados como chicletes - criando mandatos quase vitalícios.

    É importante saber que mandato não é ofício, ou seja, não é profissão. Essa condição que vemos se repetir a cada eleição é nociva ao município. Lutar contra ela é combater a corrupção. Mas poucas pessoas têm essa consciência. É preciso saber que político de qualidade, depende, principalmente, da escolha feita pelos eleitores. É preciso estar consciente de que a parcela de corruptos que hoje detém o poder – e muitos estão às voltas com a lei - não tomou o poder pela força ou por golpe, mas que assim, como os honestos, como aqueles que fazem, foram eleitos de modo legítimo, pelo voto.

    Por isso, mais do que nunca, é preciso gritar a sua revolta, a sua indignação, nas redes sociais, sim, mas de cara limpa, assumindo a sua condição de cidadão, de quem vai dar um basta ao “samba do crioulo doido”, colocando um ponto final a quem só se elege para defender seus próprios interesses. Não dá mais para ficar isento na hora de decidir!





  • 15/08/2016 - 20:00:00

    Eleitor está apático


    Desânimo! A palavra traduz o que boa parte do eleitorado guarapuavano se sente em relação às eleições municipais deste ano. Para saber qual é a tendência de quem vai às urnas em outubro passei a prestar atenção às conversas que “rolam” no salão onde faço manicure, no centro de estética que frequento, na academia, nos mercados onde faço compras, na vizinhança – tanto de trabalho quanto de residência -, entre amigos, nas descidas e subidas de elevador, nas lojas por onde passo. Enfim, por onde circulo no meu dia a dia. A mesma coisa acontece com os outros seis jornalistas que compõem a redação da RedeSul de Notícias. A conclusão foi uma só: o eleitor está descrente da classe política, mais do que nunca. É lugar comum dizer que a causa é a corrupção que envolve o país e Guarapuava não é uma exceção à regra. E nesse cenário, como costuma-se dizer: “entre mortos e feridos”, literalmente, não há ilesos e olha que não sou eu quem está dizendo. Apenas reproduzo aqui o que está sendo dito ali fora. Quando o assunto é vereador, então nem se fala: o desprezo do eleitor flui como nunca. Engana-se quem pensa que a memória está curta. Qual o quê. As denúncias, os desmandos, os interesses próprios estão sangrando na memória de cada um. O mesmo acontece com as candidaturas majoritárias. Há críticas para todos e de todos os lados. E nesse ponto, insisto, os marqueteiros de plantão, terão muito trabalho para reverter a má disposição do eleitor que hoje, em grande parte, tende a anular o seu voto.





  • 09/08/2016 - 09:48:00

    Parece fácil, mas não é!

    Que as eleições municipais deste ano serão diferentes, todos já sabem. Menos tempo de propaganda na rádio e na tevê, menos recursos, crise política e econômica, processos de cassação de deputados, senadores, processo de impeachment aberto contra a presidente Dilma Rousseff, e um desgaste generalizado da classe política, recheiam o pleito. Esses últimos acontecimentos na política brasileira mudam a maneira de pensar de grande parte dos eleitores e os candidatos devem se adaptar a essas mudanças. O eleitor vai julgar o seu comportamento, as suas ações, a sua idoneidade.

    Assim sendo, a confiança será a principal característica que o candidato deve despertar no eleitorado, devendo demonstrar uma postura de pessoa correta e confiável, sem promessas absurdas. Deve ter proximidade com o eleitor, olhando nos olhos e lembrando o nome de todos, quando estiver numa reunião, por exemplo. A pontualidade nos compromissos também será observada, assim como a comunicação com discurso que convença, que cause impacto na sociedade. Para isso será preciso também observar os gestos, as palavras, a entonação da voz, a expressão facial e corporal.

    Na gravação de um áudio visual é importante que a equipe esteja atenta em todos os detalhes. Os vídeos devem ser simples, com conteúdo explicativo, mensagens claras. A era dos programas com produção cinematográfica acabou. Com a redução no horário da propaganda eleitoral gratuita a mensagem tem que ser concisa e muita clara, direta.

    Uma ferramenta de suma importância está presente nas redes sociais. Constituindo-se num grande desafio, é preciso que o candidato e sua assessoria as dominem da maneira certa, pois qualquer postagem sem visão política poderá acarretar perda de voto, comentários desagradáveis. É preciso estar atento, porque o adversário estará ligado para atacar em qualquer mancada, podendo até ridicularizar o outro candidato. Aliás, isso já vem acontecendo em redes sociais que tem Guarapuava como cenário político.

    Apesar de todas essas possibilidades, elas funcionarão apenas como complemento, porque o corpo a corpo surge como a principal fase da campanha. Pode ser fácil, mas não é. Considero como a parte mais difícil desse processo, pois será necessário autocontrole do candidato  que terá que responder perguntas indesejáveis, principalmente, se já estiver no exercício do poder.





  • 02/08/2016 - 17:03:00

    Ossos do ofício!


    Sempre digo que sou jornalista 24 horas por dia e que exercerei a profissão quantas vidas me forem possíveis, caso haja, realmente, a reencarnação.  Como você podem perceber o jornalismo está no meu DNA. Mas fazer jornalismo não é nada fácil. Requer esforço, dedicação, discernimento, conhecimento, ética, desprendimento, compromisso com a verdade – o que não é uma missão fácil, aliás, dificílima. É como você jogar um espelho no chão e quebrá-lo em inúmeros pedaços. Ali estará estampada a verdade de cada um que o olha. O que quero dizer é que cada um tem a sua versão, o que considera a sua verdade. Por conta disso, somos massacrados, adorados, xingados, elogiados, pressionados, processados, e por aí vai.

    Mas esse é um tema complexo e não é a ele que vou ater neste momento. Quero compartilhar a dificuldade que tivemos – eu, o Caio Budel e o Jonas Laskouski -, jornalistas da RedeSul de Notícias, na noite dessa segunda feira (1° de agosto), para atualizar o portal e proporcionar ao nosso leitor as últimas informações sobre a convenção do PPS e, principalmente, quem seria o vice na chapa encabeçada pelo prefeito Cesar Filho.

    Primeiro, que uma situação que tinha tudo para ser excelente, e foi, acabou se tornando um pesadelo para a equipe da RSN. O número excessivo de acessos ao mesmo tempo derrubou o portal do ar durante cerca de três horas consecutivas. Foi um tal de cair e voltar que nos deixou malucos. Vocês já imaginaram ter uma informação quentinha e em primeira mão e não conseguir postar? Isso sem esquecer que os telefones, e-mails, e mensagens não paravam de chegar de todos os cantos questionando sobre o problema do site. Deixamos o Junior (Seletiva Internet) quase louco, mas o problema era no servidor da Locaweb.

    Enfim, fomos contornando a situação no Facebook. Finalmente, quando o portal foi normalizado, chegamos no Vitri onde a convenção aconteceria, com a intenção de cobertura em tempo real. Na primeira tentativa de postar a primeira matéria, ficamos sabendo que o local estava com a internet desligada. Isso mesmo. Não havia rede wi-fi disponível. Decidi ir até o quartel da Polícia Militar e para minha surpresa também estava sem internet. Pedi ao policial Guilherme que me indicasse onde poderia postar a matéria. Ele me levou até a residência de um policial. Também estava sem sinal da net. A dona da casa, muito gentil, chamou o senhor que me levou até a sua casa, já pedindo desculpas pela lentidão do sinal. Após várias tentativas, não consegui atualizar o portal. Isso aconteceu somente após às 21 horas quando cheguei em casa, lá no Jordão. O sinal de lá é muito melhor do que o distribuído no Alto da XV, muito perto do Centro da cidade.

    Mas o importante é que o leitor da RSN ficou sabendo do que aconteceu na convenção. E isso “paga” qualquer esforço!

    Ah! E a família que me recebeu em sua casa, um dia eu volto para me deliciar com aquela macarronada!





  • 31/07/2016 - 13:35:00

    Devaneio


    Sol, céu azul e uma brisa que refresca a alma. Assim está o último domingo de julho. O ventinho que sopra preguiçoso dá as boas vindas ao mês de agosto, período que considero místico, misterioso.

    O barulhinho dos mensageiros do vento que estão pendurados pelas soleiras e por galhos de árvores na minha morada remete à liberdade.

    Dia propício para deitar sobre o campo e ficar olhando os galhos balançarem numa dança que seduz o infinito. Dia de empinar pipa e fazer com que subam ao céu como se fosse uma canção, livre, leve, solta, sem bicho papão e boi de cara preta.





  • 29/07/2016 - 13:49:00

    O PDT e Guarapuava!


    As eleições municipais deste ano são apenas uma alavanca para o pleito que acontecerá daqui a dois anos, na esfera estadual e federal. Nesse cenário, vamos nos ater a Guarapuava. Ainda no período de filiações e trocas de partidos, o PDT, capitaneado pelo ex-senador Osmar Dias no Paraná, atraiu para o seu quadro dois secretários municipais e um vereador. Celso Góes e Itacir Vezzaro, secretários exonerados por causa da campanha, pleiteiam a indicação de vice na chapa que terá o prefeito Cesar Silvestri Filho (PPS), como candidato à reeleição.

    Guarapuava, como todos sabem, é o quarto colégio eleitoral do Paraná, com cerca de 100 mil eleitores – perdeu 20 mil no recadastramento biométrico. Portanto, cidade estratégica para qualquer candidato a deputado, senador ou governador. E Osmar Dias sabe muito bem disso. De olho, o ex-senador atraiu para o PDT pessoas chaves do grupo de Cesar Filho e reivindica para si a indicação do vice prefeito, sob a perspectiva de que daqui dois anos, Cesar Filho, uma vez reeleito, poderá ser candidato a deputado estadual ou federal, com projeções de eleger-se. Assim sendo, o vice prefeito assume a Prefeitura e o PDT fica no comando.

    Se isso realmente acontecer, fica bom para os dois lados: o PDT vai gerir um município importante no cenário estadual, somando dividendos eleitorais que poderão contribuir com a eleição de 2018, enquanto Cesar Filho terá como seu possível substituto uma pessoa do seu próprio grupo, ou seja, de sua extrema confiança. 









Sobre a Autora

Cristina Esteche é jornalista, publicitária e fundadora da Rede Sul de Notícias.




[+] Lidas





     

    SERVIÇOS

    Anuncie
    Expediente
    Telefones Úteis
    Sugestões de Pauta
    Fale Conosco

     

    EDITORIAS

     
    SIGA REDESUL FacebookTwitterCanal RSS

    Permitida a reprodução de reportagens, desde que citada a fonte.

    © Copyright 2012 RedeSul de Notícias | Todos os Diretios Reservados 2012