Na feira de artesanato (domingo, 15)


A nossa programação para hoje era conhecer uma feira de artesanto que fica em frente ao Arcaddes Shopping Center. O Dada chamou seu irmão Charles mais novo que eh taxista para nós levar até lá. Eu sabia que ia ficar doida, mas não tanto quanto. Há muitos artesãos e as peças são umas mais lindas do que as outras. São esculturas que retratam os animais africanos, as mulheres, os homens, o dia-a-dia nas tribos.
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A linguagem da música é universal (sabado, 14)


Durante a manhã eu e o Orlando preferimos ficar em casa. Aproveitamos que estavamos sozinhos para fazer uma faxina na casa. Uiui que arrependimento! Na metade da limpeza da sala, que coube a mim, deu uma vontade enorme de desistir. Realmente, as lidas domésticas nada tem a ver comigo, mas como a ideia tinha sido minha, fui até o final.
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Soweto


Antes de retornar para casa, resolvemos desvendar um pouco mais do Soweto. Um novo labirinto de corredores que abrigam aquele comércio improvisado esta lah a nossa espera. Como já venho dizendo, por mais que eu tente, não vou conseguir descrever o que é tudo aquilo. São mulheres costurando batas, tecidos típicos pendurados que após alguns poucos nós se transformam em saias ou em turbantes; sapatos, calças, camisas, paletos, tênis; pessoas estampando camisetas em serigrafia. Peixes secos, mandorovás fritos (vinkubala), cupins fritos, carnes de caça, muitas vezes cobertas por moscas, estão ali num calor infernal sem as mínimas condições de higiêne.
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Na mente apenas um pensamento: quero um colchão (sexta-feira, 13)


Hum! Sexta-feira, 13. A data sugere. Afinal, 13 eh o meu nuúmero da sorte. Saiímos para comprar pão e leite junto com Cedatman Chico, um jovem de Malawe que mora com o Dada. Caminhamos no meio de um milharal, atravessamos um trilho de trem (me deu saudade de casa), seguimos por uma “rua” muito esburacada e cheia de poças de água (eh temporada de chuva) ateh entrarmos numa vila. Por mais que eu veja, não deixo de ficar chocada com a miserabilidade das familias que habitam esses lugares e que são muitos, milhares por todos os cantos. O nosso maior desafio era desviar a água que se acumulava nas poças e encontrar um fio de terra para poder passar.
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Quero um shopping (quinta-feira, 12)


Até que enfim o dia amanheceu. O sol continuava muito quente a exemplo dos outros dias. As 7 horas já estavamos fazendo posturas de ioga e em pouco tempo as dores que sentia no corpo sumiram. Eu soh pensava numa coisa: comprar uma barraca e um colchão bem grosso, sob os protestos do Orlando que dizia que eu estava saindo uma grande dondoca e que eu estava na Africa. Nada! Posso estar onde estiver, mas um pouco de conforto dentro do possivel, ah! Isso eu não abro mão.
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De volta a Luzaka (quarta-feira, 11)


O retorno para Lusaka foi demorado. Viajamos por 8 horas seguidas. Durante o percurso eu e o Negro decidimos que pelos 30 dias que se seguiriam iriamos viver a Africa como ela eh, chegando o mais perto possível de como o africano vive. Acho isso muito difícl, mas tudo bem. Optamos por comprar uma barraca e arma-la na casa do Dada. Por ser um monge não há permissão de mulheres dormirem dentro da casa, embora tenha feito isso na noite que chegamos de Livingstone.
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Agora, um cidadão do mundo


Tiago Vicente, 29 anos, biólogo, trabalhava no Hospital das Clínicas em São Paulo, há 3 anos. Entre tubos de ensaio e as várias pesquisas a vontade de largar tudo e sair por aí em busca de aventuras, de novas culturas, novos povos e países sempre formavam imagens distorcidas que lhe saltavam aos olhos.
Aos poucos, esse desejo foi tomando forma. “Comecei a me esquematizar pesquisando trabalho voluntário no Google, fazendo contatos. Um dia combinei com o meu chefe e ganhei a conta. Isso foi em novembro do ano passado. No dia seguinte já entrei em contato com a ONG AACD em Michigan (EUA). Eu havia conhecido uma brasileira pela Internet e que estava lá e me ajudou muito”, conta Tiago.
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O Zambezi (terça-feira, 10)


Assim como os demais dias a chuva ainda tinha aparecido e desde as primeiras horas da manhã o sol já nós castigava. Levantamos pouco depois das 6 horas, comemos frutas, preparamos lanches e sucos e uma caminhoente própria para safari nos levou até o Zambezi e as famosas Cataratas Victoria. A 10 quilometros de distância já pudemos ver um pouco do que nós esperava. Uma nuvem branca subia cortando o céu e um barulho, um ronco muito alto mostrava o poder do que iríamos encontrar. Isso aguçava mais a minha curiosidade, a ansia do Orlando por estar naquele lugar que se apresentava ateh então como o sonho da sua vida. Confesso que eu mais curtia esse desejo dele, de ve-lo degustando cada gota de ar que respirava, cada descoberta que fazia. Parecia uma criança desvendando uma casa de brinquedos.
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A procura de um biquini (segunda, 09)


No dia seguinte, segunda-feira (09), saímos para trocar dolar por kwacha e encontramos um shopping (improvisado) com mais de 50 lojinhas de artesanato. Ficamos doidos com tanta opção. O Orlando não sabia qual instrumento pegava. As pessoas não nós davam trégua, cada qual querendo mostrar e vender o seu produto. Aquela doideira nos deixou tontos que acabamos comprando poucas coisas, das tantas que queríamos levar. Mesmo porque tinhamos outras feiras para conhecer, em especial aquela que fica na Victorias Fozi.
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No Livingstone Back Packars (Domingo, 08)


A viagem até Livingstone foi cansativa, nao pelo tempo de viagem, mas pelo calor infernal que fazia naquele dia. Chegamos a cidade perto das 16 horas e fomos até o Linvingstone Back Packars, uma espécie de pousada, mas aqui na Zambia são denominados de albergues. O lugar surpreendeu pela estrutura oferecida. Piscina, bar, parede para escalada, televisao HD, cozinha com fogão e geladeira a disposição dos hospedes.
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